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24 Nov 2017

Comer é um assunto complicado... Mentira, nem é...

Ontem te contei um pouco sobre os hormônios da fome e sobre porque a gente fica meio emputecidx quando a gente tá com fome.

Depois que a gente comeu e “des-irritou” o que acontece é o seguinte. Nutrientes começam a circular no seu sangue (eba) e seu cérebro é informado disso. Ele manda o tecido adiposo liberar a leptina e o pâncreas liberar a insulina.

E todo mundo (glicose, aminoácidos, ácidos graxos, insulina, leptina) vem prestar conta no cérebro porque eles são submissos e tem que ir lá bater ponto. O hipotálamo lá no cérebro é tipo gerente. Libera POMC e AgRP (pro-ópiomelanocortina e proteína relacionada ao agouti, PQP esses nomes). Esses hormônios são os sinais de saciedade que vão ser espalhados no seu cérebro pra fazer você para de comer.

Nos próximos posts vou te contar que o buraco é mais embaixo. Essa é a estória resumidamente resumida, uma agulha no palheiro do que tá acontecendo de verdade. Nesse mesmo tempo que essas coisas t...

23 Nov 2017

Quem fica de mau humor quando tá com fome põe o dedo aqui, que já vai fechar 🙋🙈 Hoje o#aiquefomecientifica te explica (entre outras coisas) porque isso acontece 😉 ... Depois de um tempo sem comer, a glicose, os aminoácidos e os ácidos graxos da gordura já foram utilizados pra fornecer energia pras células e seus níveis vão caindo... e os níveis dos hormônios insulina e leptina também vão caindo. Massss seu corpo continua precisando de energia, afinal, seu coração não para de bater, você não para de respirar, pensar, etc.

O cérebro, mais especificamente, o hipotálamo sente essa queda. Ele é muito bom nessa função! E aí ele começa a produzir (entre outros) um neurotransmissor que vai estimular sua fome: a orexina. Os neurônios que produzem orexina tem conexão com neurônios envolvidos em cognição e regulação do humor... hahhahhah, entendeu né?

Paralelamente, no estômago (e um pouco também no hipotálamo), grelina começa a ser produzida.

Resultado disso? Seu e...

14 Nov 2017

Dieta restritiva demais vai te engordar, não adianta chorar, espernear… é muita audácia pensar que podemos controlar nosso cerebro desse jeito… ele não é bobo não!
Não acredita em mim?
Acredita no que fala esse artigo que foi publicado só na Nature, tá?

Continuando com o textos da série #aiquefomecientifica, te conto sobre os 2 protagonistas no controle neural do comportamento alimetar: a lepti...na e a insulina.

A leptina e a insulina circulam no nosso sangue durante/após uma refeição e elas agem em vias no nosso cérebro que REPRIMEM os circuitos anabólicos, ou seja, aqueles que estimulam o consumo alimentar e inibem o gasto energético e ao mesmo tempo ESTIMULAM circuitos catabólicos que inibem o consumo alimentar e aumentam o gasto energético.

Pois bem.

Em dietas restritivas come-se menos, a concetração de leptina e insulina são menores. Isso vai ser visto como uma agressão pelo seu cérebro que é acostumado às suas concentracoes de insulin/leptina. Ele (que manda em você) vai est...

22 Jun 2016

O diabetes tipo 1 é a doença autoimune que tem os mecanismos mais conhecidos. Essa doença se desenvolve porque o corpo passa a não reconhecer e consequentemente passa a atacar as células beta do pâncreas (as células que produzem insulina). E você já sabe, né? Não tem insulina, a glicose não entra na célula e a célula morre por falta de energia. O diabetes tipo 1 não tratado com insulina é uma doença fatal.

A expansão dos tratamentos do diabetes é ainda um sonho a ser realizado pelos cientistas (e portadores da doença)!

O diabetes tipo 1 sendo uma doença autoimune, alternativas que regulem a função imune são o clique que alguns dos estudiosos sobre o assunto investigam. E a vitamina A é um micronutriente essencial nessa regulação.

Estágio pré-diabético

O diabetes tipo 1 é uma doença previsível! A presença de anticorpos contra as células beta é possível de ser detectada anos antes do desenvolvimento da doença. Os danos às células beta ocorrem anos antes do estabelecimento dos sintomas clínic...

12 Jun 2016

O principal objetivo do tratamento do diabetes é melhorar o controle glicêmico:

  1. Através de redução do consumo de carboidratos simples (açúcar, arroz e pão brancos – que viram a mesma coisa no fim: glicose no sangue e não tem nutriente nenhum);

  2. Incentivo da prática de atividade física: tá comprovado faz tempo que exercício aumenta a quantidade do canal transportador de glicose nas células. Assim a glicose entra na célula e não fica no sangue aumentando a glicemia;

  3. Perda de peso: gordura abdominal aumenta a resistência à insulina;

Se essas medidas não forem suficientes pra controlar a glicemia, deve-se tratar com medicamentos. O que são e pra que servem?

  1. Insulina: é ela que liga na célula e faz abrir o canal por onde a glicose vai entrar na célula;

  2. Incretinas: são peptídeos produzidos normalmente nos intestinos que estimulam a produção de insulina pelo pâncreas, diminuem a secreção de glucagon (que é o hormônio que, no jejum, libera glicose no sangue), diminui o es...

12 Jun 2016

No texto passado expliquei a vocês como acontece a resistência à insulina (viu não? Vai lá ver).

Quando o corpo não consegue entender a insulina, a glicose não entra nas células e fica na circulação. Mas aí a glicose tem que sair de lá, porque sangue não é lugar da glicose ficar batendo perna. E aí o que acontece? Pra onde essa glicose vai pra sair da circulação? Ela vai pro tecido adiposo (principalmente pra região abdominal).

E tem mais. A glicose quando não é entendida, ela não é entendida no cérebro também não. O cérebro é o órgão que controla o consumo alimentar. Se ele não consegue perceber a presença de glicose no sangue, é como se você não tivesse comido. E o que ele faz? Manda a ordem pra você procurar comida fazendo seu estômago roncar.

Ou seja, a resistência à insulina pode levar à OBESIDADE, por aumentar os níveis de gordura e te fazer comer mais.

Obesidade + Resistência à insulina = SÍNDROME METABÓLICA.

Que que é isso, síndrome metabólica?

É o estado em que o corpo pede ajuda, p...

12 Jun 2016

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que tem a função de colocar glicose dentro das células. Ela se liga na célula e abre um canal transportador por onde as moléculas de glicose entram.

A glicose é o combustível usado pela célula. Se a glicose não entra na célula, ela morre por falta de energia.

No diabetes do tipo II acontece uma série de problemas que levam a uma diminuição da produção da insulina ou a uma produção de insulina com defeito:

- Defeito nas células que produzem e secretam a insulina (as células beta do pâncreas);

- Defeito nas células que usam a insulina pra colocar glicose pra dentro da célula: é como se a célula não entendesse ou reconhecesse a insulina. Esse fenômeno é conhecido como resistência à insulina.

A consequência disso tudo é a hiperglicemia crônica, ou seja, taxa elevada de açúcar no sangue. E é esse açúcar em excesso que vai fazer com que os sintomas micro e macrovasculares do Diabetes apareçam.

Dica? Espero que vocês tenham entendido como a hiperglic...

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