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O ser humano, a microbiota e o glúten

February 15, 2019

 

O ser humano é um superorganismo (pq tem as células dele e de mais um monte de microorganismos que vivem lá dentro dele). Se você fosse comparar só as células humanas de uma pessoa pra outra num ia achar ninguém igual. Agora enfia mais um monte de célula alheia lá dentro... bactérias, vírus, fungos, poeira estelar... agora leve em consideração que cada um tem um hábito quando acorda de manhã, cada um tem sua rotina, cada um tem sua vida, cada um tem contato e se envolve com pessoas diferentes todos os dias. Imagina agora isso tudo junto e misturado e você tem uma pessoa... imaginou que loucura! E depois querem enfiar todo mundo numa caixinha e que todo mundo pense e aja igual a todo mundo! Tenham dó da minha inteligência...

Fica com essa figura aí na cabeça.

De todos os lugares onde tem microorganismos vivendo dentro da gente, o trato digestivo tem recebido mais atenção nos últimos tempos por conta do seu papel essencial na saúde e sistema imunológico.

Lembra da mistureba que você é? Pois é... sua microbiota é única tb! E o que você come influencia na microbiota tb. E ninguém come igual todo dia! Mas pra te deixar respirar melhor, sabia que a microbiota (e seu corpo também) fazem tudo pra manter uma estabilidade dia após dia? Eita turma resiliente! Mas mesmo assim, quando alguma doença é associada a uma disbiose (desbalanço da microbiota) como alergias, síndrome do intestino irritável, diabetes, obesidade, doenças relacionadas ao glúten é difícil estabelecer uma relação de causa e efeito porque cada um é um. E todo artigo científico vai terminar com a clássica frase... “mais estudo serão necessários para compreender” a ribimboca da parafuseta.

Então cuidado com os estudos que generalizam demais!

Aí hoje eu quero te falar só de um negócio que pode acontecer com o ser humano – desordens relacionadas ao glúten. Doença celíaca, intolerância e alergia ao glúten, sensibilidade ao glúten não celíaca afetam milhões de pessoas no planeta e têm sido relacionadas à composição e metabolismo da microbiota. E esses problemas se refletem de um jeito em cada pessoa... (sério? Que novidade!). Esses sintomas podem variar de um leve incômodo ou sintoma nenhum até condições muito sérias que podem ameaçar a vida, em alguns casos afetando até mesmo a arquitetura das células intestinais, fígado, rim, sistema linfático, músculos, sistema nervoso...

No caso de pessoas diagnosticadas com alguma desordem relacionada ao glúten só restrição até o fim da vida resolve o problema.

E ainda tem um povo que faz restrição de glúten porque sim. Ou que se auto diagnostica e acha bonito ter alguma intolerância/alergia... Mas tem o livre arbítrio também, né? Eita questão complicada... a gente já é biologicamente diferente um do outro e ainda pensa diferente, a gente é uma especial demais de conta!

O negócio é o seguinte. Teve diagnóstico de intolerância/alergia, a única saída (até a hora que eu tô escrevendo isso) é restrição pra vida inteira. Nunca teve um diagnóstico e sente sintomas? Vai buscar um diagnóstico! Já buscou diagnóstico e deu negativo, glúten não te faz mal! Quer parar de comer glúten porque a blogueira falou? Vai em frente! Livre arbítrio tá aí pra isso. Mas se isso te faz sofrer, repense, amiguers, repense de novo... Cortou gluten e mudou sua vida? Que bom pra você! Mas deixe as pessoas comerem o pãozinho delas em paz!

Sabe a pessoa que fiscaliza comida alheia? Não seja essa pessoa!

E beijo procê!

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